Tvind Alert


TVIND - últimos movimentos registados em Portugal.

    JANEIRO 2004

A TVIND tem estado muita activa em Portugal nos últimos anos.

O caracter do povo  português tem uma tradição de acolhimento e hospitalidade, que ocasionalmente dá lugar a alguma permissividade (a qual mais recentemente tem permitido situações de corrupção pura e crime organizado nalguns sectores da economia e da política). Do que conseguimos apurar, a actividade desta organização cobre as três  áreas principais já observadas noutros países: recolha de roupa usada, recrutamento de voluntários para países lusófonos, e relações comerciais com  empresas portuguesas.

Esta foto foi tirada em Alcabideche, uma pequena vila na zona de  Cascais no caminho para Sintra, em 18 Janeiro de 2004. De notar o autocolante com o novo número de telefone no contentor de recolha de roupa.

VOLUNTÁRIOS 

A "caça ao voluntário", principalmente para Moçambique para pretensa actividade humanitária, tem estado muito activa. É rara a semana em que não se encontra um anúncio no  "Expresso", principal semanário em Lisboa e Portugal.

Anúncios no Expresso datados respectivamente de 06 Dezembro 2003 e 07 Fevereiro 2004:

Anúncios  no Expresso, ambos na mesma edição de 14 Fevereiro:

Testemunhos de ex-voluntários podem ser lidos em:    Portugal/portugal.htm

A TVIND têm estado activa desde há cerca de quatro anos na venda de madeira produzida pela  Floresta Jatobá, empresa localizada na Baía (Brasil) para uma companhia portuguesa. O produto principal são postes de pinho, utilizados em vedações, arranjos paisagísticos e tambem muito nas vinhas. Os importadores portugueses, por sua vez, exportam para França e Espanha, onde este produto escasseia, dando assim ao mercado português uma dimensão que excede os limites do consumo doméstico.

Como em qualquer negócio, existe concorrencia. Além disso a viabilidade deste negócio depende consideravelmente do transporte marítimo do Nordeste Brasileiro para Portugal em navios de carga geral.

Até 2003 verificou-se pouca actividade por parte da F. Jatobá e seus parceiros em Portugal, contudo os grandes incendios no verão de 2003 alteraram esta situação.

Por um lado, a produção portuguesa deste tipo de madeira esfumou-se literalmente em chamas, e por outro lado o transporte para Portugal tem-se revelado cada vez mais dificil, e com custos cada vez maiores. 

Os troncos são vendidos pela Floresta Jatobá a uma empresa trading de extremo oriente, a Mccorry , e pela Mccorry a uma empresa portuguesa, Carmo, Lda, um dos importadores portugueses com uma relação muito próxima com o sr. Jonas Israel(ver c/v abaixo).

Por seu lado, Jonas Israel tem uma relação privilegiada com um armador holandês Trinitas Maritime Carriers, o qual tem participado neste tráfego particular. Em resumo, uma empresa portuguesa, associada a um transportador holandês, tenta aproveitar-se duma catástrofe natural (incêndios de 2003) para tentar controlar um negócio legítimo, da seguinte forma:

1. Colocar produtos na Europa com preços de dumping. A F. Jatoba, beneficiando de subsidios a ONG's e doutros metodos menos claros tem custos de produção de que outros produtores brasileiros não podem beneficiar.

2. Controlando o transporte, fica nas suas mãos limitar as importações ou impor fretes mais altos aos concorrentes, que comercializam este mesmo produto.

Jonas Israel

American, male, born 1958.   Probably now resident in Borneo, but in the past has addresses listed at 1559 Rockville Pike, Rockville, 20852 Maryland, USA (1991) and 02 Voorburgwal 266, 1012 GL, Amsterdam, Netherlands (1992).      He is another Tvind financial manager and has been associated with the following companies (most likely others too):   Secretary and Director, Greenpipe Management Ltd (1991), Secretary and director, All Europe Satellite Television Ltd (1992).  Director, Unicorn Trans World Trading (1995).  He was a signatory of the Gaia-Movement Trust, Switzerland, in 1998.   Most recently (2003) associated with McCorry and Co, Luyang, Malaysia - a timber trading company.

Chegou a ser feita uma reportagem na TV portuguesa em 2002, que pode ser vista em:

 http://programas.rtp.pt/gesnews/index_e.php?cod_sec=100

Não temos registo de qualquer outra ref. nos media portugueses a esta organização criminosa, pelo contrário, parece ter havido pressões hierárquicas junto dos repórteres da RTP para parar a investigação. O Expresso aparentemente desconhece o assunto, já que os anúncios persistem semana após semana.

Algum acompanhamento deste dossier por parte dos media, teria eventualmente descoberto em Portugal o mesmo padrão operacional que conduziu a acusações por fraude e lavagem de dinheiro noutros países da Comunidade Europeia. Um possível exemplo de descoordenação na UE, tanto por parte das policias como dos Ministérios Públicos.